quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

o poema da divina consolação


Vislumbro a falência
de todas as coisas
que vivem e  se gemem

contemplo o caos
e logo toda a
miséria encarnada

constato o vazio
e a tolice
de toda luta

antevejo a cova
de boca aberta
na terra

(   )

penso num amor
mesmo que seja fugaz

penso na eternidade
de um momento pleno

e instigado por uma esperança
que vem de dentro
observo o que penso
e passo a meditar
(em meio à grande solidão)

então passam-se
os tormentos 
assim como nascem crescem e fenecem
os bons e maus momentos
por fim passa a meditação

mas fica sempre aquela centelha
de esperança
fica aquela fé 
de que há um amor
eterno em algum "lugar"

não sei se esta "Coisa"
adjeta nas profundezas
de meu ser é geográfica
mas tenho na consCIÊNCIA
que ela é humana
e exata
viva e sempiterna




.




3 comentários:

  1. Poema realista
    Consigo sentir o caos dito no seu poema como que já acontecendo.
    O amor....embora exista, parece estar como que uma pérola, encoberto pela casca da ostra.
    Ou seja, o amor está sufocado pelo caos e sujeira humana.

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