domingo, 26 de março de 2017

aqui


Retorno ao ventre
ao meu mundo
pequeno
sem leme

sempre entregue
aos cuidados dos anjos

retorno alquebrado
ao meu mundo sem música
de silêncio e passarinhos

mundo ingênuo
e selvagem
onde o corpo é solo
onde o espírito
é real

de realidade eterna
ele penetra no tempo
corta este espaço

e mostra-me só 
o que vale a pena
rompendo as películas
de novos universos

sóis e mundos
desconhecidos
fulgurando num 
espelho de vazio


retorno
para o mundo 
onde a grandeza 
é grão
e o amor 
me espera em glória

retorno assim
perplexo pelo que vi
triste com o estado das coisas

e quando retorno
posso sentir a dança
das copas  com folhas
que farfalham
na frente da luz 

há palavras demais lá fora
e algo a ser sentido
onde parece não haver 
música nem expressões



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