segunda-feira, 6 de março de 2017

constrangimento


O poema é um coelho
não vai ferir ninguém
por vezes foge
com graciosidade

mas o poeta
consegue se ferir
quando constrói 
castelos de areia

a vida é como a maré
vem e vai
aparecem peixes
mortos na areia

e mesmo se você
for esta princesa
que pra mim é
tão linda e frágil
(mormente nos meus sonhos)

você verá 
o outro lado
da cortina

o que eu posso fazer(?)
como esconderei 
toda a miséria de você(?)

tudo que posso
fazer honestamente
é mostrar que estamos
a construir castelos na praia

a preamar é algo inevitável
então saiba meu amor
quando eu cheguei
eu tentei escrever
nosso destino
mas a maré 
humilha 

eu sofro por
nós dois






               ////////////////////////////////

Nenhum comentário:

Postar um comentário