domingo, 19 de março de 2017

O TESTE DOS 7 DIAS


Eu acho infantil a briga entre vegetarianos
e carnívoros. Ninguém se torna melhor ou pior pelo fato de ingerir ou não a carne,
no entanto, beira ao ridículo
 certos argumentos dos QUE SÃO VICIADOS
 em carne. O mais usado por aí,
é o do pé de alface que o vegetariano
vai "assassinar".
Tudo bem, o ideal seria a gente viver apenas do prana, mas tomemos dos males o menor.
Para se criar animais de corte, é necessário destruir muitas e muitas plantas. Não somente aquelas que são vítimas dos desmatamentos para a formação dos pastos, (desses capins estrangeiros que são pragas incontroláveis) como também o próprio pasto, e os cereais usados para alimentar esses animais, deve sofrer e morrer, segundo o argumento.
Se não se criasse tantos animais para o abate, os desmatamentos não seriam
necessários, porque o homem não come capim e os cereais que precisa para se nutrir,
são poucos, comparado às toneladas de que necessitam os animais. Uma vaca come o dia inteiro e também necessita de muita água, já pensou nisso?
Uma vez, fui desafiado por um consumidor de cadáveres. Então, eu propus a ele o "teste dos sete dias", registrado em cartório.
Ele teria que levar numa bandeja para a competição, a sua "carninha" predileta, e eu levaria o meu vegetal predileto.
Uma vez acordados perante o juiz, ele levou um lombo de carne de primeira e eu levei apenas quatro beterrabas, pois gosto muito desse tubérculo.
Entregamos as duas bandejas ao juiz, que nos mandou voltar após sete dias, para saborearmos os nossos alimentos preferidos. Voltamos no sétimo dia e o juiz nos levou ao pátio, onde havia duas cabines sem telhado. E ele disse: " Dando prosseguimento à competição, agora os candidatos podem entrar nas suas respectivas cabines e degustar seus alimentos prediletos".
Imediatamente eu entrei na cabine "A", peguei as quatro beterrabas que tinham brotado, e descascando-as com meu canivete suíço, comecei a comê-las. Estavam bem doces, muito boas.
Mas de repente, ouvi um barulho horrível, melhor dizendo, um som de vômito acolá. Olhei por cima do biombo e vi o meu rival saindo da cabine a toda a pressa, sofrendo ânsia de vômito. Ao sair, até derrubou a sua cabine. Eu pude ver que o resto do lombo estava coberto por larvas e logo senti o cheiro de carniça. O Juiz mais que depressa apitou e disse: "Candidato "B":se o senhor não retornar para lá e comer o seu prato predileto, em dez segundos estará automaticamente desclassificado." O meu rival então, muito pálido, fitou de longe seu prato cheio de moscas varejeiras que ficara ao ar livre por sete dias, teve nova ânsia de vômito e deixou imediatamente o pátio da competição. O juiz apitou novamente e declarou oficialmente a minha vitória.
Anos mais tarde, eu encontrei o meu rival na Avenida Paulista. Parecia saudável. Fiquei admirado: tornara-se um vegano.








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