quinta-feira, 6 de abril de 2017

abalo


Não é preciso mais
do que um simples gesto
para dizer que
nosso "prédio"
é construído
com barro cru

diante do inesperado
nossa convicção
liquefaz-se como
o tablete de manteiga ao sol

a alma se vê nua
sem que nestas horas
haja folha de figueira
pra se cobrir

é assim que o silêncio
demonstra ter a
força do "Tsunami"

aquela enchente
que escancara  que somos
nada multiplicado por coisa alguma
frente ao poder da natureza

mas eu falo do silêncio
que arrasta
o complexo estrutural de nosso orgulho
o "container" de nossa
arrogância
junto aos destroços da
prepotência

o que vem depois
da visão devastadora
são dois sentimentos opostos ( : )

aquele
que nos fará vegetar entre
os escombros da perda
obviamente condenados à morte lenta

 ou aquele de querer
recomeçar


de modo novo e diferente





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