domingo, 2 de abril de 2017

algures


Eu destronco o tronco
quando nu esbarro
no barro do barranco

e levo um baita susto
de ver da vida
a sola esses carros
o custo 
e o cuspe

desconsidere a lua
se a cheia da chuva
molhar o seu quadro no quarto

descarte o poema
se a metáfora ou frame
for fora do esquema

mas leve-o pra casa
se debaixo destas 
asas houver 
facas nas cascas

                cruas



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