terça-feira, 25 de abril de 2017

julga-me

Falam de olhos
que não sei
não sei de olhos
que não falam

já andei
pelos campos
das parábolas
onde os cães
bebem do
perfume
das flores

ficava na memória
o som da porteira
e estalava na poeira
qualquer verso
engasgado

e você se recolhia
num domingo
ironizando-me
como se eu
gostasse das
peias
como se
milagres eu
fizesse
aos sábados








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