quarta-feira, 26 de abril de 2017

no silêncio do vale de Gramsci


Sem dó
abandono para além 
o meu desejo

aqui estou mudo
e não te encontro
nestas ruas monitoradas

quando penso no teu rosto
outras rosas duma sombra
e grito(:)

"és escarpa sem eco"
num presente orwelliano

por esta eterna escuridão
cá dentro um astro
sim(!) mais alto(!)
uma estrela

saio beijando a areia
a boca dolorida dentro da alma
a vida a amar

meus braços carentes d'um abraço
ah(!) como é vão(!)
recordar quem eu sou
e os pequenos pecados
nessa hegemonia

perfis no horizonte
lindos versos raros
pôs-se o silêncio a falar

"eu te amo(!)
 eu te amo (!)"

mas falava tão baixinho
que nem as beterrabas sonhadoras
se mexiam







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