quinta-feira, 20 de abril de 2017

O QUE SENTI


Dera tudo
e a dúvida
assombra

sentiu algo
despertar

centelha
calcificada
vibrando
pólens

luz crepuscular
nata alaranjada
do ferro orvalhado
zomba a gralha
empedernida

"quem tu pensas ser
quem tu pensas querer(?)"

vitrifica-se
mais uma vez a
espera
raspa de sentimentos
indulgentes com a
demora

qual o significado
dos meus sonhos(?)
que prazer faz
miúdas flores
imunes  à maldade


o quanto vale a ave
livre sem suas asas (?)

macerou as bagas da alfena
dos campos que apontam
com seus ramos
o rumo do amor verdadeiro

vou sumir como
a estrela que se desfaz
no cinza do dia
que vira trevas

ai
que ironia(!)

esperava
ser guardião
de um bosque
de vidro

até o amor
se abrir
mas pelo visto
a morte
para mim
vem a galopes
dando golpes

há corujas
bendizendo o beijo

ah meu querido bem(!)
e esse toque
do silêncio
pirografado
em troncos de carvalhos
lembras (?)

pequeninos coracões
com nomes arranhados
elevaram-se
pois tudo no mundo cresce

mais perto das estrelas
estão os nossos
nomes verdadeiros
num círculo mágico
sobre o tronco encantado

a morte
só nao se nutre dos elementos
que encontro na minha
solitude orgânica
no templo vazio
que te descrevi em vão

sala onde estertorava
toda a certeza da visão abstrata
ainda linda
a me sorrir

então salve
salve
o amor
que simplifica (!)
mas pelo amor
dos demônios
puros
discorras sobre o
amor verdadeiro
o único no qual
ainda cremos

porque
ando farto
do cariz de minha alma
que não elucida quem sou
e complica


a tua certeza








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