segunda-feira, 24 de abril de 2017

o raio

Como um
raio de luz
que desce do
firmamento
é o seu silêncio
em minha
morada

sinto a raiva
rorejando
das reticências
contudo é o raio
declaradamente
inimigo de toda
ansiedade
inerente ao mundo
não o mundo cujo
manto de barro
fora pela natureza  marchetado de ouro
lavado com o perfume das rosas
sem estações
o mundo cuja cabeleira é
feita de copas ou
sorrisos de pássaros
em galhos 

apenas o mundo do pensamento
que não mede consequências
por medir demais
a minha
angústia

ah diz tanto
o silêncio
que canta pra mim
no final das tardes

o silêncio da tua boca
beijada
na busca
do ser que nada
possui
o que mendiga
sonda
e apetece
o que resmunga
cobra
clama e
deseja
o ser inesperado
que rasga os
céus no clímax
das tempestades
aquele que albergado
não se contenta
que servido não
se sacia
que enriquecido
sente-se
pobre
mas há um doce
murmúrio de nossa
infância
um lodo branco
em nossos córregos
e por haver tantas
e tantas esperanças
no mistério da
primavera
é que eu aguento
mais um dia
um mês
um ano sem

essa"voz"












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