Os olhos mal se veem,
mas se tornarão visíveis
quando meus olhos os virem.
Os cabelos têm uma longa história,
mas mal passaram entre meus dedos.
A pele foi preservada
para bronzear sob meu calor.
Os lábios guardam sorrisos para a minha chegada,
e os beijos dormem como um botão de rosa no inverno.
Mãos buscam a crina de um unicórnio
que escapa pela neblina.
Não há contato, o toque de uma flor,
o toque e o cheiro de uma fotografia — é apenas prosa.
Mas há um sentimento que me dá esperança.
Contudo, o medo paralisa toda ação,
destrói nossos sonhos insulares,
o medo nos detém.
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