Quando as palavras
atingem a temperatura escarlate
e não há bolhas no sentimento
nem vírgulas nas massas (...)
o esmalte espesso começa
a fusionar-se aos corpos em cores
mescla-se ao lugar campesino dos nossos sonhos
para poder uma estrofe amorfa
expressar o amor
normalmente precede que
poema e poeta
são amassados e batidos
com força e gravidade
todos os delírios platônicos infinitos
misturados ao pó cerâmico peneirado
o pó que dá rimas
sutis e ductibilidade aos percalços
mas sendo este feito dos próprios
florais dos teus campos
lagos e cornijas
clama
verbos entre nevadas
linhas de adjetivos tortos
e chamas de lareiras
"Ai minha morte amada (!)
morte amada (!)
minha amada" (!)
se por um lado suportam
o choque térmico
não obstante nas colinas mais verdejantes
pode sua estrutura molecular se partir
apesar do amor verdadeiro
vai perdido no tempo de um país distante
tão vítreo e perfumoso no declamar
mas quebrar-se-á como o
desvio vermelho e tímido
do cristal mais seco do teu olhar
portanto o poeta
nunca deve abandonar
a plasticidade e a majestade do teu corpo
dos teus cabelos penteados sem pressa
e toda a tua majestade virginal
guarda a argila mais orgânica
que confere aos substantivos poéticos
a maleabilidade necessária
para expressar a força do casto amor
sim eu grito como a alma que estala gelo
dividindo o lago do outeiro
por alguém que se queima sem chamas
quando há olhos nos olhos do oleiro
E quando no país do fim do mundo
esta luz boreal da fornalha se planta
ouve-se no silêncio em ritmo
a leitura do beijo breve
livres no calor de um casebre de madeira
ou ao ar livre lá na orla
a voz da brisa revela em soalheiros poços com vapor
a porcelana fina que é tua pele
a fusionar-se aos corpos em cores
mescla-se ao lugar campesino dos nossos sonhos
para poder uma estrofe amorfa
expressar o amor
normalmente precede que
poema e poeta
são amassados e batidos
com força e gravidade
todos os delírios platônicos infinitos
misturados ao pó cerâmico peneirado
o pó que dá rimas
sutis e ductibilidade aos percalços
mas sendo este feito dos próprios
florais dos teus campos
lagos e cornijas
clama
verbos entre nevadas
linhas de adjetivos tortos
e chamas de lareiras
"Ai minha morte amada (!)
morte amada (!)
minha amada" (!)
se por um lado suportam
o choque térmico
não obstante nas colinas mais verdejantes
pode sua estrutura molecular se partir
apesar do amor verdadeiro
vai perdido no tempo de um país distante
tão vítreo e perfumoso no declamar
mas quebrar-se-á como o
desvio vermelho e tímido
do cristal mais seco do teu olhar
portanto o poeta
nunca deve abandonar
a plasticidade e a majestade do teu corpo
dos teus cabelos penteados sem pressa
e toda a tua majestade virginal
guarda a argila mais orgânica
que confere aos substantivos poéticos
a maleabilidade necessária
para expressar a força do casto amor
sim eu grito como a alma que estala gelo
dividindo o lago do outeiro
por alguém que se queima sem chamas
quando há olhos nos olhos do oleiro
E quando no país do fim do mundo
esta luz boreal da fornalha se planta
ouve-se no silêncio em ritmo
a leitura do beijo breve
livres no calor de um casebre de madeira
ou ao ar livre lá na orla
a voz da brisa revela em soalheiros poços com vapor
a porcelana fina que é tua pele
;

Nenhum comentário:
Postar um comentário